Blogue de Chico II

Mais um blogue de Ouro Branco

No Fim das Contas

Foi findada uma das dívidas da prefeitura de maior destaque nas redes sociais ultimamente: o pagamento dos músicos da Filarmônica Manoel Felipe Nery. Envelhacado desde outubro, o montante foi motivo de protestos até hoje, quando o prefeito resolveu liberar o tostão aos músicos. Não sem um pouco de pressão, é claro: para esta semana estava sendo orquestrada uma manifestação na porta da prefeitura a manhã toda, por parte dos músicos, para lembrar da dívida. E não é difícil entender porque um valor tão insignificante para a prefeitura tenha levantado tanta discórdia. Como já foi calculado aqui, cada músico tem no saldo R$150,00 pelas tocadas durante a Festa do Padroeiro, sempre promovida pela prefeitura municipal. O problema do atraso repercutiu nas semanas subsequentes e culminou na emancipação silenciosa da cidade. Diante do pagamento agora, os músicos já estão satisfeitos para homenagearem a cerimônia de posse, dia 1º de janeiro, ou quiçá até antes, em outros eventos solenes; com a tradicional salva animada no réveillon também sendo outra expectativa. Estamos todos a ouvidos.

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Só o Casco do Jabuti

Foi eufêmica a publicação do blogue de Lenilson Azevedo sobre a irreversível situação da prefeitura municipal. Ele chamou de muitas dívidas o que pode ser incalculável. Às vésperas de findar o mandato, o prefeito Nilton Medeiros tem recebido diariamente credores na porta da Muda. De professores contratados e exonerados pós-período eleitoral a dívidas de bodegas sem nota fiscal, a situação da prefeitura começa a se tornar perigosa. Para todo mundo: credores, gestores e o povo. O calote parece ser iminentemente certo. Mesmo com o início dos trabalhos internos da Transição começando já esta semana, donde se concluirá o tamanho da dívida, as suspeitas já são de que muito do que foi dito nas prestações de contas tenham sido maquiadas pela gestão. Frequentemente chegam aos ouvidos dos transicionistas informações de dívidas e contas já cobradas, o que servirá para confrontar os dois lados da moeda sobre quem fala a verdade. Dentre as tantas legalmente acobertadas, há acordos mirabolantes de pagamentos de dívidas escusas para o próximo mandato, multas de INSS, contas em farmácias e pisos salariais atrasados. O jabuti dos vintenários começa a mostrar só o casco agora, que dirá do resto.

Um Natal Escuro

Hoje, dia 24 de dezembro, comemoramos a véspera de natal, mais tarde celebramos a Noite de Natal. Ouro Branco, profundamente construída sobre alicerces religiosos, começa a se preparar para as festas de Jesus Nazareno, ente político e religioso do catolicismo na minha concepção. A cidade chega ao fim do ano sem expectativa de qualquer manifestação do poder público, sequer uma mensagem. A sensação de descaso do Executivo e mesmo do Legislativo chega a soar irônico, advindo dos representantes populares que mais se diziam “autoridade”, hoje veem-se findados seus mandatos e na iminência do ostracismo. Eram tempos de antigamente quando a cidade se enfeitava para a chegada das festas de fim de ano. Contrasta com as gestões do Dr Araújo, quando a Avenida Manoel Correia ficava convidativamente iluminada em toda sua extensão. Estando a uma semana do fim do mandato, esperemos que isso volte ano que vem, e que nunca mais os que aqui estão sejam lembrados por seu desinteresse.

Marcas da Mudança

Está marcada para iniciar daqui a pouco a cerimônia de colação de grau da turma concluinte do ensino fundamental da Escola Municipal José Nunes de Figueiredo, EMJONF, com realização prevista para as 18:30. A cerimônia marca para os estudantes desta instituição o fim do ciclo educacional de responsabilidade municipal, que será dado a partir de agora pelo Estado, no ensino médio. A solenidade presidida pelo atual diretor da escola, Humberto Medeiros, deve contar com a presença da futura secretária de educação municipal Angela Costa de Araújo (minha Tia Angela). Ainda sem nomeação oficial, a indicação da futura diretoria da EMJONF deverá ficar para a posse, tal como será com todas as demais secretarias, como confirma o blogue de Lenilson Azevedo. De jeito ou doutro, a cerimônia promete ser emocionante e, desde já, convido a todos para prestigiarmos os ares esperançosos dos nossos futuros alunos.

Mvtandis Mvtatis

Na conjectura popular, os atos do executivo não foram muito saudáveis durante esses últimos anos de gestão. Seja porque alguém estava sendo exclusivamente beneficiado pelo poder público, seja porque os benefícios obrigatórios a ninguém chegavam, o certo é que os vinte anos de gestão desgastaram o sistema governista sem igual nas vizinhanças do Seridó. Com a transição findada, a primeira impressão que ficou confirma a suspeita do povo: de que tudo na prefeitura é feito com algum tipo de ajeitadinho e absolutamente todos os procedimentos carecem de padronização. De concessão de diárias a cobrança de tributos, apesar de estar tudo codificado em leis ou resoluções, nada era cumprido à risca ou sequer era lembrado de ser seguido. E nem era culpa dos funcionários da casa, que acomodavam-se com a maneira peculiar e simplista de efetuar os serviços. Vinte anos arraigam costumes até nos mais esmerosos trabalhadores, e como se tratava de um continvvm, ficava ano após ano mais difícil não seguir os colegas. As novas propostas de gestão devem vir, por sinal, para pôr ordem na casa. O desafio começou agora.

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